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Reeducação Alimentar

Para saber ao certo o quanto uma pessoa está gorda e quando a gordura passa a ser realmente um problema, existe o índice de massa corporal (IMC). O IMC é calculado dividindo-se o peso da pessoa pela sua altura ao quadrado, isto é altura x altura. Exemplo: Uma pessoa de 1,63m de altura, pesando 90 quilos, tem seu IMC = 33,96.

Um resultado entre 18,5 e 24,9 é considerado normal. De 25 a 29 a pessoa tem sobrepeso, está acima do peso saudável. De 30 a 39 já pode ser considerada obesa. Acima de 40 tem obesidade grave, obesidade grau 3.

É na infância que as células de gordura são formadas. A célula de gordura é uma esfera oleosa e brilhante, tão pequena que são necessárias milhões delas para abrigar as calorias de uma única bala. Se a criança come muito - e come mal - estas células incham. Elas chegam a ficar seis vezes maiores do que o tamanho original. Quando estão cheias, elas se dividem, duplicando os depósitos gordurosos. Um adulto obeso pode ter até cem bilhões de células de gordura.
As células, cada vez em maior número e maiores também no tamanho, acompanham a pessoa pelo resto da vida. Por isso é tão difícil emagrecer. A pessoa nunca perde as células de gordura que acumulou ao engordar. Elas permanecem no corpo à espreita e, na primeira oportunidade - quer dizer - na primeira vez que você atacar aquelas coxinhas - vão novamente inchar e se multiplicar.

Por isso que as dietas rigorosíssimas não funcionam, ou seja, elas funcionam a curto prazo. Por exemplo, você pode, emagrecer tomando somente sopa ou shakes. Isso faz emagrecer a curto prazo. Mas a longo prazo a experiência mostra que não funciona. Porque a pessoa não consegue se privar durante muito tempo de todos os outros alimentos e vai acabar recuperando o peso quase que invariavelmente assim que retomar seus hábitos. Além do próprio organismo necessitar de todos os nutrientes (carboidratos, proteínas, gordura, vitaminas, minerais e fibras).

Quem faz regime - qualquer um - sempre emagrece. O problema começa aí. Como manter o peso? Sim, porque ninguém consegue, e nem agüenta, passar a vida tomando só sopa, ou comendo só atum e meia uva. Com muita fome, a pessoa acaba mesmo assaltando a geladeira.

Quando você faz dieta e diminui o número de calorias nas refeições, as células de gordura não morrem, só encolhem. Elas "murcham". O cérebro interpreta este "encolhimento" como uma ameaça à integridade do organismo. E o que acontece? O organismo começa a queimar menos energia. O metabolismo fica mais lento. É que o corpo, com medo de perder gordura, passa a trabalhar mais devagar. A gastar menos energia para fazer nossos órgãos funcionarem. O teu organismo começa a queimar menos calorias. Uma perda de dez quilos representa 200 calorias a menos que você queima. Para cada dez quilos que você perde o seu corpo começa a gastar menos 200 calorias por dia.

É uma conspiração do corpo para fazer o peso voltar ao que era antes da dieta. Esse é que é o efeito sanfona. Porque o cérebro tende a manter o maior peso que você já adquiriu. É preciso que ele passe muitos anos numa determinada faixa de peso pra ele se adaptar a esse novo peso.

O engordar e o emagrecer é chamado de “efeito sanfona” e é um processo prejudicial à saúde. Depois de várias tentativas frustradas às dietas e regimes, a maioria das pessoas acabam apelando para remédios, muitas vezes sem acompanhamento médico, prejudicando ainda mais sua saúde geral.
 
O efeito sanfona pode variar de pequena perda e recuperação de peso (2 a 4,5 kg por ciclo) até grande quantidades de 22 kg ou mais por ciclo. Alguns estudos relacionam o efeito sanfona a alguns riscos para a saúde.

Alguns estudos sugerem que o efeito sanfona pode aumentar o risco para certos problemas de saúde incluindo pressão alta, colesterol elevado e enfermidade na vesícula biliar. Adultos obesos, porém, devem continuar a tentar alcançar ao menos uma modesta perda de peso para melhorar a saúde geral e reduzir o risco de desenvolver enfermidades relacionadas à obesidade.

As enfermidades relacionadas à obesidade, por outro lado, são bem conhecidas. Elas incluem: Pressão sangüínea alta, Enfermidades cardíacas, Ataque cardíaco, Diabetes tipo 2, Certos tipos de câncer, Artrite e Enfermidades na vesícula biliar.

Perder e recuperar o peso pode ter efeitos psicológicos negativos se você deixar-se ficar desencorajado ou deprimido. O efeito sanfona não deve ser o motivo para você "sentir-se como um fracasso". Ao contrário, é razão para você colocar em foco novamente as mudanças a longo prazo na sua reeducação alimentar e nível de atividade física para ajudá-lo e manter-se livre dos quilos perdidos.

Se você não está acima do peso com problemas de saúde relacionados ao sobrepeso e nem obeso, mantenha o seu peso. Concentre-se em adotar hábitos alimentares saudáveis e de atividade física para promover a saúde para toda a vida e controlar o seu peso.

O que eu defendo é a substituição das dietas e regimes pela reeducação alimentar. A Reeducação alimentar significa adotar novos hábitos de alimentação, o que não é tão simples como pode parecer. A reeducação alimentar consiste em substituir as tentações (hambúrguer, frituras, maionese, doces, etc) por pratos balanceados, equilibrados com saladas, grãos e um pedaço de carne magra. Força de vontade é sempre necessária, mas é preciso não transformar os novos hábitos em algo sofrido e desagradável. O importante é acostumar-se no dia-a-dia a uma refeição completa para manter nosso organismo funcionando bem e com a menor quantidade de calorias.

O mais importante, para mim, é que esses novos hábitos sejam incorporados sem mudanças bruscas. Perder peso aos poucos é bem melhor e mais saudável do que se atirar a um regime devastador. Além de sofrer menos, a reeducação alimentar é a garantia de que você não voltará a engordar e terá qualidade de vida muito melhor.

Nádia Lucila Rocha Brito
CRN 9877
Nutricionista da Clínica Blue Star

 
 
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